Wednesday, December 30, 2015

His problem

BOGDAN

I'll tell you my problem: I am sick, what I want to do are sick things, and it's ok, in a way I think everyone has "sick" thoughts. But my problem is: Everyone thinks I'm like this good guy who wouldn't hurt a fly and is so nice and so on and so on...
But the truth is, I want to shit on people, on girls, it turns me on, the idea of it.
If I see and interesting girl I don't think about fucking her, I think about shitting on her chest, I can't help it.
And it haunts me, you know, because I know how people feel about me, if someone ever finds out... oh God, my image would be shattered, my social life built around my nice guy image demolished, and everyone I think of as my friend would revile me forever.
So I'll hide, I'll hide it forever, even though what I want the most in the world is to shit on beautiful women's chests, I'll never do it.
I'll gladly forsake my dreams for the privilege of not being hated.

Wednesday, December 9, 2015

A Batalha

Havia terminado finalmente o frio do Inverno, ao cerrar o infindável portão feito de um milhão de árvores instala-se um silencio espaçoso reconfortante mas no entanto infindávelmente mais tenso, pois se do outro lado simplesmente se concentrava em sobreviver, essa emoção transfigura-se aqui numa ansiedade determinada em que ambos os exércitos se olham a distância, separados apenas por um pequeno rio sedoso. O colossal silencio faz zumbir os ouvidos com a sua totalidade, e que outra resposta poderia haver quando dois adversários que reconhecem a sua mútua destruição que advirá brevemente e simultaneamente a resolução de que irão impor-se os seus próprios fins de boa vontade. Mas no minuto seguinte tudo muda, as tropas começam com galhofas despreocupadas e coisas demais, uns cospem para o chão, outros bocejam, e sem sequer o som de uma corneta para indicar o "À carga!" nem muito menos o porta-bandeira competer-se a fazer o seu trabalho, pois fumava do seu cachimbo, e aliás, todas as bandeiras restantes haviam sido deixadas na neve - a guerra de símbolos havia acabado, agora só haviam homens - eis que ambos exércitos vagarosamente passeiam até ao leito do rio onde uma pequena morte os espera. Dispersam-se e misturam-se pelo rio com a água nem fresca nem morna até aos joelhos. Se  houve um plano de estratégia foi realmente ignorado, ou quiçá nunca existiu. A primeira espada é espetada calmamente no abdómen dum soldado Caliceano, o seu grito de morte não sendo ouvido como mais que um bocejo incrédulo enquanto submerge na água rasa, mas é assim que a batalha oficiosamente começa, a brutalidade escalando subtilmente e a passo constante ate já ninguém se lembrar da calma anterior. Brevemente o sangue será tanto que o rio mudará de cor, e neste dia há bem mais soldados que gotas de água. Este festival de morte continua sem fim a vista, por vezes parecendo dar a vantagem aos Caliceanos, mas quando parece garantida a vitória dos Punhalescos, a cortina ergue-se e revela-se a plena ilusão que era, pois os anteriores numeram para lá de mera contagem. Estes últimos tem um truque na manga no entanto, pois após certas centenas de milhares de sendo este o caso, convocam um dragão de cinco cabeças com caras de espelhos. Após isto a situação muda drasticamente, soldados Caliceanos morrem às dezenas por segundo, o volume de sangue Caliceano sendo agora bem superior ao volume do rio, que agora enche-se para além das suas margem, banhando a areia circundante a afogando caranguejos em hemoglobina. Os Caliceanos mudam de estratégia depois disto, largam as suas armas todas e correm atirando-se contra as espadas inimigas, procurando não a derrota na rendição mas a rendição na morte, e não descansarão até o último dos seus compatriotas der o seu ultimo suspiro. O processo é moroso, sendo o exercito dos ansiosos perdedores dez vezes maior que o outro, tornando a sua derrota logisticamente trabalhosa. A fúria dos Punhalescos aumenta face a esta cobardia e redobram o seu zelo na execução dos oponentes, mas o simples numero destes é assombroso, cinco Caliceanos desarmados a atirarem-se para cima de cada e apenas um Punhalesco torna a batalha no genocídio mais exaustivo concebível. Muitos tropeçam e caiem no rio, afogando-se no sangue de outros qual caranguejo. O dragão desdobra-se em dois mas rapidamente sofrem ambos enfartes e tombam sobre o campo de batalha húmido. Das cinzas renasce um ser dificilmente descritível em termos de forma, certamente com consistência mas sem aparente consciência, simplesmente abalroando o sangrento campo de batalha ceifando indiscriminadamente qualquer um que roce o seu caminho. O calor e insuportável, muitos Punhalescos embora prossigam a decepar inimigos já há muito perderam a sanidade e simplesmente continuam a actuar na sua raiva até colapsarem de exaustão, e o calor não para de aumentar. Os Caliceanos também há muito que abdicaram da sua razão e correm ansiosos pela sua destruição. E o vale as portas do grande portão chega a tal temperatura que morrem agora cem soldados por segundo, e brevemente se extinguirá toda a vida deste esquecido campo de morte, e é o que acontece num súbito clarão de luz, seguido de nada mais que silencio e escuridão, tal como foi no início e sempre será.

No dia seguinte ele acorda primeiro, e primeiro olha em volta. Depois retira o braço debaixo da cabeça dela com cuidado para não a acordar e caminha nú até ao vão da janela para apreciar a paisagem urbana coberta de neve, e suspira sorrindo. Ela acorda não com o suspiro mas porque tinha de acordar e trocam “Bons Dias”, enquanto ela se enrola no lençol e encosta-se a parede. Infelizmente, ele não tem tempo para ficar para tomar pequeno-almoço que hoje trabalha cedo, assim que veste-se calmamente, de pé e de olhos fechados enquanto ela observa sem piscar os olhos, tentando por tudo não esboçar um sorriso. Ele agacha-se para ela não ter de abdicar do conforto mas também para não o acompanhar a porta, e ela resignadamente fica imóvel e confortável embora no fundo gostasse de o levar até lá. "Mais tarde vamos tomar café, sim?", "A que horas?", "Ás seis e meia.", "Está bem, até logo", e ele vai-se, matutando sobre até quando durará este frio de Janeiro.

Tuesday, October 6, 2015

Radioplay: The News

A coffee shop, The Devil sips on some coffee, he is wearing a black suit, the red one is now reserve only for special occasions though he keeps on his bright red tie.
I became apparent centuries ago that deities do lose their power as their number of believers dwindles as new religions and pervasive atheiism slowly but surely mark the end of the folklore of the fallen angel. As luck would hav it, this does not mean that divine beings are erased from the world as the idea of them disspaears. They are instead free to roam the earthyl world for all eternity, relieved of their former duties. The Devil, a consumate hedonist isn't displeased with this state of affairs and in fact welcomes this absence of responsibility after 3000 years of work.

CLAUDE
Hello there, everything all right?

THE DEVIL
Oh, yes, quite alright.

CLAUDE
What brings you to these parts. I'm Claude. Your name?

THE DEVIL
Just passing through. My name is The Devil. Pleasure to meet you Claude.

The two shake hands. Claude recoils slightly from the cold hand.

 CLAUDE
The pleaseure is all mine, can I have a seat?

THE DEVIL
Claude, I would never deny you something you'd want to do.

CLAUDE
Much obliged.

 Claude looks emptily into space with a smile. The Devil lets out a resigned sigh.

THE DEVIL
So...

The Devil pulls out a cigarrette and lights it slowly. Both look at the camera (front) for a few seconds.

THE DEVIL
So, Claude, what are you about then? What's you purpose in life?... No, I mean, what is your favorite color? 

CLAUDE
My favorite color is blue. My purpose I think is to make my family happy.

THE DEVIL
That's nice. Do you ever want to kill things?

 CLAUDE
Not often. The other day I was angry, for a bit, and a raccoon was crossing the road and I swerved my car so that I'd run him over rather than avoid him. I felt bad afterwards though.

THE DEVIL
That's nice.

Night

I am empty. This broad I'm looking at needs it and will go for anyone. She's looking at me, which means it's my turn this time. I came to enjoy my drink alone in peace, my mind will not allow me to refuse the situation. Chit-chat. Move to house. Two minutes after she's realizing she's the one being taken for a ride. The juices are flowing so much by now that it's too far gone to care. For anyone in the world to care. Sweat. An hour in seconds. Too tired for regrets. Sleep... In the morning a smoke, I look out the window. A sound of a flute in the background, a child practicing? She looks expressionless yet angry at the scene. Coffee in hand, "do you mind if I smoke?" She exits wordlessly and noiselessly, and I wonder just how in the world did that dead pigeon end up on the opposite building´s balcony. Don´t move. Nothing moves in me but a cigarette. Being the window being consumed. A beam of ash hangs for eternity until it collapses. I couldn't care.

The Beach

I am at the beach in my swim trunks smoking my cigar. I feel relieved to have my stubble. It has some white patches. By the time I stop working, if I can ever afford to, or if I don't die in the mean time, it'll be a full white. My skin at the neck is irritated from shaving every day. For this week of vacation I can pretend it won't come back, but come friday I can't have a vacation from my head... it'll remind me it's time to go back to hell shortly. Kids are walking by, they seem to be having fun. I wouldn't say I'm leading a life of quiet desperation, in my head the shackles are pretty vivid. If I close my eyes I feel them burning red hot on my wrists. This is a good cigar. Best thing to do right now is keep my eyes wide open and look into the sea. Yes.